Setembro é o mês de agir se você quer viajar nas férias de janeiro. Tem aniversário do Clube Livelo, da Latam Pass, da Smiles, Dia do Cliente, aniversário do Esfera e do Itaú. E o fim do ano concentra a maior janela de acúmulo do calendário pra quem gasta pouco, entre Black Friday e as compras de Natal.
Mas deixa eu te falar uma coisa direto: acumular milhas não exige gastar mais. Exige comprar no lugar certo e saber a hora de agir. O que separa quem junta ponto de quem efetivamente viaja não é renda, é método. E é justamente na falta de método que o dinheiro se perde, com ponto que expira, transferência feita sem bônus e resgate que vale menos do que o ponto vale.
O maior erro de quem está começando
O maior erro de quem está começando é querer acumular em todos os programas ao mesmo tempo. Eu vejo isso toda semana: a pessoa abre conta em cinco programas, espalha o gasto entre todos e no fim não junta o suficiente em nenhum pra emitir nada.
O certo é escolher um programa, centralizar tudo nele e migrar a compra do dia a dia pro portal do programa (a loja online do próprio programa, tipo um shopping, onde comprar pelo link dele rende pontos extras em compras que você já ia fazer de qualquer jeito). Não é gastar mais, é comprar no lugar certo.
O passo a passo pra quem nunca resgatou uma passagem
Esse roteiro é o mesmo que a gente ensina lá dentro, adaptado aqui pra quem nunca resgatou uma passagem. Nenhum passo exige gastar mais do que você já gasta.
- Crie conta, de graça, nos principais programas. Livelo, Esfera e os programas das companhias aéreas nacionais. Cadastro é gratuito e é diferente de assinar clube, que é investimento. Vale a checagem: muita gente descobre saldo parado num programa que nem lembrava ter, ao recuperar a senha de um cadastro antigo.
- Defina a viagem antes de começar a juntar. Quantas viagens no ano, pra onde e em qual época. Sem destino definido, você acumula no programa errado e descobre tarde demais que o parceiro certo era outro.
- Escolha o cartão pelo seu perfil, não pelo cartão da moda. Cartão bom é o que se paga: compare a anuidade com o benefício que você de fato usa. Não faz sentido pagar anuidade alta por sala VIP se você voa duas vezes por ano. Se hoje você paga tudo no débito ou no Pix, migrar pra um cartão que pontua é o passo que mais muda o jogo, desde que a fatura caiba no orçamento.
- Compre pelo caminho que pontua. Comprar pelo portal do programa aquilo que você já ia comprar de qualquer jeito é a forma mais fácil de acumular.
- Só transfira pra companhia aérea com bônus e com destino em vista. Ponto de banco vira milha na hora certa, não quando sobra saldo. Transferir sem promoção de bônus é jogar valor fora. A exceção é completar um saldo curto, quando faltam poucas milhas pra fechar a emissão que você já escolheu.
Os erros que custam dinheiro
Tem erro que a gente vê se repetir tanto que já dá pra prever:
Usar os pontos pra abater a fatura ou a anuidade do cartão. Quando o banco oferece desconto na fatura em troca dos seus pontos, ele está recomprando barato um ponto que ele mesmo te deu. Banco não perde dinheiro nessa operação. Quem perde é o cliente.
Transferir pontos pra companhia sem bônus ativo. Às vezes acontece por desatenção: esquecer de cadastrar o CPF na página da campanha já basta pra perder a bonificação.
Trocar pontos por panela, cafeteira ou eletrodoméstico. O ponto vale muito mais em passagem. A única situação em que trocar por produto se justifica é quando o saldo vai expirar de qualquer forma.
Deixar pontos expirarem por falta de acompanhamento de validade. [CONFIRMAR com Aloysio: cerca de 60 bilhões de milhas expiram por ano no Brasil.]
Resgatar sem saber quanto vale a própria milha. Ter saldo não significa que compensa usar. Milha só vale a pena quando a conta fecha melhor que o dinheiro: antes de resgatar, compare quanto custa a passagem em milhas e quanto custa em reais. Se a milha não ganha, a resposta certa é não usar milha. Isso quase ninguém fala.
Correr atrás da economia porca. Comprar a passagem com um intermediador pra economizar poucos reais custa caro quando aparece cancelamento ou alteração, porque a companhia devolve o problema pro intermediador, e o suporte costuma ser ruim.
Pagar tudo no débito ou no Pix mantendo um cartão que pontua na gaveta. Nessas transações não se ganha nada.
O que isso significa pra você
Você não precisa ganhar mais pra viajar melhor. Precisa usar melhor o que já tem. Milha mal usada é dinheiro jogado fora, e a maioria das pessoas não erra por falta de renda, erra por falta de método: escolhe o programa errado, transfere na hora errada, resgata sem fazer a conta. Isso se resolve com processo, não com salário maior.
Se você quer parar de acumular no escuro e ter alguém olhando esse método com você toda semana, é pra isso que existe a Comunidade Go Miles Club. Comece agora a sua jornada nas milhas! Clique no botão verde e faça a sua Análise Gratuita.

